Vereador solicita recadastramento de contemplados pelo Programa Minha Casa Minha Vida do Residencial JK
Durante
a 1ª Sessão Ordinária deste ano, realizada na manhã desta quarta-feira (4), os
vereadores aprovaram por unanimidade a Indicação nº 2/2026, de autoria do
vereador Wanderson Manchinha (MDB), que solicita o recadastramento dos
contemplados pelo Programa Minha Casa Minha Vida do Residencial JK, localizado
na Vila Machado, em Imperatriz.
O
pedido do parlamentar foi encaminhado ao gestor municipal e à Secretaria
Municipal de Desenvolvimento Social (SEDES). Durante sua argumentação,
Manchinha defendeu que a ação funcione como um verdadeiro “pente-fino”, sendo
essencial uma análise criteriosa da documentação por equipes da gestão
municipal, a fim de garantir que os contemplados sejam, de fato, pessoas que
não possuem moradia.
“Quero
também que a Comissão de Obras e Infraestrutura da Câmara Municipal faça uma
visita ao local, para que possamos evitar problemas estruturais, como ocorreu
no Residencial Canto da Serra, que foi entregue e, em poucos dias, já
apresentava diversos problemas”, defendeu.
A
vereadora Jorgiana da Boca da Mata (PL) chamou atenção para o fato de que os
cadastramentos do Residencial JK foram realizados em 2018, ressaltando a
necessidade de dar oportunidade àqueles que realmente precisam, e não a quem vê
o programa como uma chance de trocar ou vender o imóvel. Ela alertou ainda para
denúncias no Residencial Canto da Serra, onde pessoas contempladas estariam
alugando ou até vendendo as casas sem sequer residirem no local.
A
vereadora Terezinha Soares (Podemos) expôs cobranças recorrentes de cidadãos,
destacando que pessoas com alto poder aquisitivo estariam sendo contempladas em
sorteios destinados à população de baixa renda.
“Nós
estamos pedindo uma solução para esse problema porque a situação é séria. Há
pessoas morando debaixo de pontes por não terem onde morar, enquanto outras
foram sorteadas e sequer residem nas casas”, protestou Terezinha.
A
vereadora Rosângela Curado (PL) destacou a gravidade das denúncias relacionadas
à distribuição das casas e defendeu a convocação das comissões internas da Casa
para uma fiscalização efetiva, como resposta à comunidade que aguarda
esclarecimentos.
“Quando
falamos em recadastramento, sabemos que não é uma ação do dia para a noite,
pois são mais de 3.800 casas. Por isso, devemos sugerir à responsável pelo
cadastramento a realização de um mutirão, envolvendo cursos de assistência
social da cidade, para que o processo ocorra de forma efetiva e mais ágil”,
afirmou Rosângela.



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