Alunos da Escola Graça Aranha apresentam projetos de segurança digital voltados à proteção de idosos

Projetos desenvolvidos por estudantes utilizam tecnologia e inteligência artificial para promover autonomia, inclusão e segurança digital da população idosa

Na manhã desta terça-feira (15), a Câmara Municipal de Imperatriz recebeu alunos do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Graça Aranha, que participam de projetos escolares voltados à segurança e à inclusão digital da população idosa. As propostas utilizam aplicativos, ferramentas de voz e recursos de inteligência artificial para auxiliar idosos em situação de vulnerabilidade social e contribuir para sua autonomia no uso de tecnologias no dia a dia.

O professor João Vitor, da Escola Municipal Graça Aranha e responsável pelos projetos, procurou a Câmara Municipal para apresentar as propostas desenvolvidas pelos alunos, entre elas um aplicativo voltado especialmente à segurança digital de pessoas idosas. Professor de Educação Digital, João Vitor ministra aulas para turmas do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e explicou que os projetos surgiram a partir de questionamentos realizados em sala de aula sobre a inserção da população idosa no mundo digital.

Segundo o professor, esse público necessita de maior atenção em projetos e políticas voltados aos desafios relacionados ao uso da tecnologia. A partir dessa reflexão, foram desenvolvidos três projetos: o “Cuida Mais Idoso”, voltado à saúde da população idosa, com acompanhamento de consultas médicas e auxílio de inteligência artificial na elaboração de perguntas que podem ser feitas durante os atendimentos, o “Amigo Digital”, direcionado à segurança dos idosos no ambiente virtual, e o “Idoso Conectado”, que funciona como um assistente de voz.

Sobre o projeto “Amigo Digital”, João Vitor explicou que a ferramenta foi desenvolvida para identificar possíveis tentativas de golpes e situações em que pessoas se passam por familiares com o objetivo de obter dados bancários ou extorquir idosos. “Esse é um aplicativo voltado para a segurança dos idosos no mundo digital, identificando tentativas de golpes ou pessoas que estejam se passando por familiares para tentar roubar dados bancários e extorquir diante das vulnerabilidades sociais do idoso”, explicou João Vitor.

O projeto foi desenvolvido com o objetivo de promover autonomia, segurança e inclusão digital das pessoas idosas, ajudando esse público a utilizar a internet de maneira mais segura, consciente e independente. A proposta da plataforma é reduzir dificuldades comuns enfrentadas pelos idosos, como o excesso de informações, o medo de errar, a dificuldade em reconhecer golpes e fake news, problemas de leitura e a dependência constante de familiares para solucionar questões relacionadas ao ambiente digital.

Entre os principais recursos está o Verificador de Notícias, que permite analisar mensagens, links, áudios, vídeos, imagens, manchetes e outros conteúdos suspeitos recebidos pela internet. A ferramenta apresenta os resultados de maneira simples e acessível, permitindo que o usuário identifique possíveis golpes, manipulações e desinformação. Dessa forma, a proposta busca contribuir para o desenvolvimento do pensamento crítico e para a tomada de decisões com mais segurança, especialmente diante de conteúdos que possam representar riscos para os usuários.

O terceiro projeto, “Idoso Conectado”, é considerado pelo professor um dos principais aplicativos desenvolvidos pelos alunos por integrar os demais recursos. A ferramenta funciona como um assistente de voz capaz de interpretar as solicitações feitas pelo idoso por meio de uma linguagem simples e convertê-las para uma linguagem que possa ser processada pelo sistema computacional. Ao apresentar os projetos, o professor João Vitor também destacou que os alunos envolvidos nas propostas foram contemplados com a oportunidade de participar da “Viva Ciência”, em Araguaína, no Tocantins, entre os dias 24 e 26 de novembro.

  • 15/09/2026
  • Departamento de Comunicação Social
  • Wallisson Santos