Tribuna Popular debate reconhecimento dos auxiliares da educação como profissionais do magistério
Os
profissionais auxiliares da educação do município estiveram presentes na Câmara
Municipal de Imperatriz nesta terça-feira (17), durante sessão ordinária, para
reivindicar a efetivação da Lei nº 15.326/2026, que reconhece esses servidores
como integrantes do magistério público. A Tribuna Popular teve como objetivo promover
o debate, garantir os direitos da categoria e reforçar a necessidade de
cumprimento da legislação vigente.
O
pedido da tribuna foi protocolado pelo vereador Francisco Messias (PDT), que
destacou a luta dos trabalhadores desde 2015 pelo reconhecimento e valorização
da categoria. O parlamentar ressaltou ainda que há decisão judicial no estado,
desde 2023, que trata do enquadramento desses profissionais no quadro do
magistério.
“Nós
temos em Imperatriz uma necessidade muito grande de professores, e há escolas
que ainda não iniciaram as aulas por falta desses profissionais. Realizamos um
seletivo na cidade e temos cerca de 110 auxiliares que podem assumir salas de
aula, pois todas possuem pós-graduação e têm condições de integrar o quadro do
magistério”, afirmou.
A
professora auxiliar Neuza Rolim utilizou a tribuna para defender os direitos da
categoria, destacando que a mobilização é necessária para garantir a efetivação
dos direitos previstos em lei. Segundo ela, há uma disparidade no tratamento
entre os profissionais da educação, especialmente em relação aos auxiliares de
magistério.
Neuza
explicou que os servidores cumprem carga horária de oito horas diárias, mas
recebem remuneração inferior à dos professores titulares, mesmo exercendo
funções semelhantes em sala de aula.
“Nós estamos trabalhando dentro da sala de aula, no chão das creches, buscando aquilo que é nosso direito, que é receber o piso do magistério público. No entanto, não recebemos como professores. Recebemos como ensino fundamental, mesmo atuando como docentes, e, sempre que o município precisa, estamos lá para substituir os professores titulares”, destacou.
A
professora também ressaltou que os auxiliares de magistério não têm acesso à
formação continuada e a outros direitos, em razão da ausência do enquadramento
legal, o que impacta diretamente na qualidade do ensino. Por fim, Neuza
reforçou a importância da valorização dos profissionais da educação para o
desenvolvimento do município, destacando que a falta de reconhecimento da
categoria gera impactos negativos para a educação em Imperatriz.
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