Vereador Rildo Amaral denuncia fraude em conjuntos habitacionais de Imperatriz‏


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 Na sessão de ontem (18), Rildo Amaral (SDD) informou ter ido no Conjunto Teotônio Vilela no início desta semana e ficado horrorizado com o que viu, pois segundo ele o ministério Público e a Caixa Econômica juntamente com a prefeitura de maneira complacente deixaram com que o local se tornasse o que ele constatou. “Terra arrasada, só impera o que não presta, parece o Iraque, um absurdo a qualidade das ruas. Camionetes traçadas atolando no verão, não tem abastecimento de água, a empresa fez sem nenhum tipo de fiscalização e só tem um ano de inaugurado, é inacreditável!”

            Bebé Taxista (PEN) se pronunciou e disse que o prefeito, o secretário de obras e o procurador do município não tem a decência de fazer valer as leis do país, fiscalizar e cobrar resultados e a responsabilidade de quem quer que seja. “Máquinas do município concertando as ruas ao invés de cobrar da empresa a total reconstrução. Uma vergonha, pois essa firma deveria corrigir tudo, e não a prefeitura mandar máquinas e torrar mais dinheiro público”.

            Ditola (PEN) expressou seu espanto com quem libera essas obras, pois a Caema precisa de dezenas de autorizações para liberar o início, e mesmo assim depois de autorizadas, fazem tudo errado e com baixa qualidade. Para ele a preocupação é só a imagem perante a mídia, entregar, pois fazem de qualquer jeito e agora estão onerando o município. “iremos saber quem esta recebendo e quem esta liberando essas autorizações dessa forma”.

            Rildo afirmou que não entende a complacência da Caixa Econômica para o que ele classificou como ‘molecagem’ a liberação de recursos pra fazer algo daquela forma. “Não tem critérios pra autorizar esses recursos. Os conjuntos habitacionais devem servir para dar condições reais as pessoas humildes. Lá não tem ruas, não tem esgoto, não tem escola. Estamos solicitando à mesa que encaminhe para a secretaria de educação a ampliação do transporte de alunos dali. Tem relatos de 80 alunos de uma vez só em um ônibus, não são sardinhas”.  O vereador também citou uma creche no outro residencial (Don Affonso) que nunca foi inaugurada. Quer saber os motivos do abandono, pois segundo ele só existem jumentos lá comendo o capim e tomando de conta dos prédios.

            Em sua fala Amaral também pediu à procuradoria da Câmara que solicite o bloqueio de todos os bens da empresa construtora, para que só assim ela mostre sua responsabilidade de forma urgente. “A casa tem autoridade para isso e irá se posicionar com essa falta de respeito e abandono para com os bens públicos. Lá não é concerto, é reconstrução. Eu não culpo aqui o prefeito Assis, pois ele só entregou, mas não irei condicionar essa situação. Quero que a controladoria de uma resposta rápida e possamos ressarcir o erário publico”, disse.

            Para Rildo se trata de um caso de calamidade e precisa de uma reposta imediata, pois vai começar o inverno e as crianças não vão conseguir sequer sair de casa, não poderão pegar ônibus e os idosos irão sofrer com a falta de locomoção.

            Chiquinho da Diferro (PSB) afirmou que a Casa de Leis irá responsabilizar também a Caixa Econômica que é quem faz a medição e paga. “A caixa não se explica nem da satisfação. Iremos chamar os responsáveis da empresa, da Caixa e da prefeitura e faremos uma audiência publica para mostrar o verdadeiro responsável”.

            Adhemar Jr (PSC) expressou sua indignação com uma obra que custou milhões e já no primeiro inverno no ano passado, virou um absurdo. “Para se ter ideia do que irá se tornar o Teotônio Vilela, basta ir no Don Affonso e ver como está hoje. Dinheiro publico mal usado, tudo mal feito, mal aplicado e se não forem tomadas medidas duras teremos só calamidade”, relatou.

            Rildo Amaral encerrou dizendo que se aqui fosse um pais serio, a empresa ou o poder público tirariam todos os moradores e colocariam em um hotel pra reconstruir: “Crianças estão sofrendo, pais e mães de família, alem dos idosos, não é só lá, mas em vários outros lugares que estão abandonados, e nós ficamos aqui muitas vezes discutindo política enquanto a população sofre. Lá não é deposito de gente. Fica meu desabafo e meu repudio, alem da minha cobrança que será cada vez mais dura”, finalizou.