30/05/2015 02:51:27

Em protesto, vereador e moradores pintam os buracos da Vila Nova‏

As cobranças são pela aplicação dos recursos do PAC-2 e de impostos como o IPVA e IPTU

Fotos do inusitado protesto circulam também nas redes sociais, com mensagens de apoio Fotos do inusitado protesto circulam também nas redes sociais, com mensagens de apoio. Foto: Mariana Castro

Um protesto inusitado pode ser visto desde a manhã desta sexta-feira (29) nas ruas da grande Vila Nova. Em ação conjunta, o vereador Aurélio (PT) e moradores pintaram os buracos questionando o prefeito Madeira sobre o atraso e abandono das obras do PAC, que tem um orçamento de mais de 56 milhões e deveria beneficiar 80 ruas da região.

Inconformados com a situação em que foram deixadas algumas ruas do bairro, já que a empresa Terramata iniciou os serviços em 2013, mas não concluiu, há cerca de um mês os moradores realizam protestos. Em outro deles foram interditadas cinco ruas com paus, móveis velhos e pedaços de madeira.

A dona de casa Ivoneide Cardoso, se surpreendeu com as pinturas na rua de sua casa e apóia o protesto. “Com certeza nós apoiamos o protesto. As ruas da Vila Nova estão abandonadas, já fizeram diversas reportagens aqui e nada. Nós sabemos que as verbas vêm, então precisamos cobrar”.

Os buracos das ruas Tocantins, João Palmeiras e Bandeirantes foram marcados também com siglas de impostos pagos pelos moradores, que segundo eles, não retornam em forma de investimentos, entre eles o Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU), Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e Imposto sobre Serviços (ISS).

O vereador Aurélio, que já recorreu às Secretarias competentes da Prefeitura, ao Ministério Público e ao Governo Federal, garante que vai continuar cobrando e apoiando protestos na região. “Não seremos omissos diante de tanto dinheiro público sendo desperdiçado em Imperatriz. São mais de R$ 56 milhões somente para a Vila Nova, e o dinheiro que foi gasto na etapa inicial será gasto mais uma vez, pois nada será reaproveitado, está tudo abandonado aqui”. 

Fonte: Mariana Castro