28/05/2015 15:22:20

Prefeitura descumpre mais um prazo para reinício das obras do PAC – Vila Nova‏

Com as obras abandonadas, a situação da região ficou ainda mais precária e o dinheiro público desperdiçado

Em protesto, moradores interditaram ruas com móveis, pneus e pedaços de madeira Em protesto, moradores interditaram ruas com móveis, pneus e pedaços de madeira. Foto: Fábio Barbosa/Assimp

Na tribuna da Câmara Municipal de Imperatriz, o vereador Aurélio (PT) cobrou a retomada das obras do Programa de Aceleração e Crescimento – PAC da grande Vila Nova, que tem um orçamento de mais de R$ 56 milhões e deveria beneficiar 80 ruas da região. O prefeito Madeira anunciou o início do trabalho em junho de 2013, e já descumpriu cerca de três prazos, sendo o último a data de 15 de maio deste ano.

Com o atraso e modificações no projeto, a lista de ruas foi modificada e somam cerca de 30, ao invés de 80. O projeto de reestruturação da infraestrutura da região inclui a construção de drenagens, rede de esgoto, pavimentação asfáltica, meios-fios, sarjetas e calçadas, mas o que deveria transformar o aspecto urbanístico, se tornou um grande tormento.

“A Prefeitura tem sido irresponsável com todas as grandes obras de Imperatriz que já receberam os recursos do governo federal. No caso do PAC da Vila Nova, já cobramos inúmeras vezes e a situação vai ficando pior a cada dia. É abandono, desrespeito com os moradores e desperdício do dinheiro público”, reclama Aurélio.

O trabalhado foi iniciado pela empresa Terramata e, de acordo com o Ministério de Planejamento, deveria ser concluído em outubro de 2014. No entanto, as obras foram abandonadas e a situação ficou ainda mais precária. Algumas ruas estão, inclusive, intrafegáveis, o que tem gerado protestos e bloqueio de ruas pelos próprios moradores. 

No início de maio, moradores interditaram as ruas Dom Marcelino, São Francisco, Itaipu, Euclides da Cunha, Castro Alves e Itauba com móveis, pneus e pedaços de madeira. A estudante Luziene David reclama da gestão municipal. “O prefeito dessa cidade e outras autoridades públicas nos abandonaram de vez. Estamos cansados de estar em um bairro em que somos obrigados a conviver com o esgoto a céu aberto. A situação está muito difícil”.

Fonte: Mariana Castro