13/11/2014 19:09:15

Privatização do serviço de água volta a ser discutido na Câmara Municipal‏

O vereador-presidente Hamilton Miranda solicitou ao executivo que envie o projeto para ser novamente discutido

O vereador-presidente Hamilton Miranda quer nova discussão sobre os serviços de água da cidade O vereador-presidente Hamilton Miranda quer nova discussão sobre os serviços de água da cidade. Foto: Fábio Barbosa/Assimp

Imperatriz- Na sessão desta quinta-feira (23), o vereador-presidente Hamilton Miranda (PSD) retomou a discussão sobre a privatização dos serviços de água e esgotos de Imperatriz, ao fazer uso da Tribuna.

“Fizemos a primeira audiência e o projeto parou. Quero solicitar que voltemos a discutir o projeto que é ambicioso e necessário pra cidade de Imperatriz, porque se nós esperarmos a Caema fazer os investimentos que a cidade necessita, cinqüenta gerações pra frente não vão ver.”

Miranda citou o exemplo da cidade de Marabá, que está passando por uma situação parecida com a de Imperatriz.  A Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) está há 30 anos na cidade e durante esse período não colocou  água ou esgoto na zona rural e nos complexos. Segundo informou o vereador a água é de péssima qualidade e o atendimento ainda está longe do desejável e o Sindicato dos Urbanitários quer a renovação do contrato por mais 30 anos, sem nenhum compromisso da empresa com prazos e metas.

“A Cosanpa  não precisou ser privatizada. E o prefeito da cidade não privatizou porque a Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa) é de propriedade do estado e não se pode vender.“Da mesma forma acontece aqui, a Caema é do estado e o prefeito Madeira  jamais poderia vendê-la.”

Miranda diz que o objetivo do prefeito da cidade de Marabá é fazer com que a própria empresa Cosanpa participe da licitação com outras empresas e assuma o compromisso que está no edital com relação ao preço da tarifa, política de investimentos, prazos e metas. Tudo que a concessionária investir após o término do contrato será de propriedade do município. 

“Sugiro e faço um apelo ao governo, que volte com o projeto pra ser discutido pela sociedade. Defendo com toda convicção que a cidade de Imperatriz pode ter essa mesma atitude. Não podemos nos omitir,” finalizou.

Fonte: Mari Marconccine