Videomonitoramento é discutido na Câmara Municipal‏


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Data: 08/07/2020 | Fonte: Sidney Rodrigues - ASSIMP | Fotografo: Sidney Rodrigues

Vereadores ouviram na última terça-feira, 07, o secretário Leandro Braga, titular da SETRAN (Secretaria Municipal de Trânsito e Transportes) atendendo a convocação do poder legislativo a pedido do vereador Sargento Adelino. O engenheiro Tuytuyguassu Rayol, responsável pela instalação também compareceu. Estes mostraram como será a implementação do sistema de fiscalização eletrônica que está sendo feito em Imperatriz.

Leandro explicou que desde o início da gestão houve um aumento de quase 20 mil veículos na frota local, além dos flutuantes que são de outros municípios e transitam na cidade. Afirmou que vem sendo tomadas inúmeras medidas para contenção de acidentes e para promover ações que tragam resultados à comunidade, principalmente no que diz respeito à segurança, como tachões, lombadas, semáforos, mas estes tem mostrado baixa redução em incidentes e que o objetivo principal da fiscalização eletrônica é reduzir o número de acidentes que chegam a 4 mil por ano.

O projeto é de 140 faixas, 70 equipamentos (radares, avanço de sinal e redutores eletrônicos), uma unidade móvel, 30 câmeras de 360 graus para videomonitoramento que servirão para fiscalização de trânsito e segurança; e uma central de vídeo onde ficam todos os dados.

“Todos os equipamentos foram precedidos de estudo técnico por uma empresa credenciada pelo CONTRAN e homologados pelo INMETRO. O investimento total é em torno de 8, 2 milhões. Parece muito, mas o custo médio de um acidente de trânsito com vítima é de quase 100 mil reais. São milhares por ano e sobrecarregam os leitos do Hospital Municipal. Só existe uma forma de diminuirmos isso: reduzindo a velocidade”.

Em relação a multas no período da madrugada Leandro afirmou que a partir das 23h, os semáforos ficarão intermitentes no amarelo pra que não sejam auferidas penalidades, buscando evitar assaltos ou ações de marginais. Mas aquele que ao passar sem atenção, ocasionar um acidente, será identificado e punido.

Logo na sequência o engenheiro de trânsito explicou que foi feito levantamento com uma empresa que fez estudo técnico, onde os radares foram colocados nas vias que mais exigiam diminuição de velocidade e de acordo com ele, estes servem para educar e não para multar os condutores.

Os vereadores questionaram a quantidade de radares. Se realmente haveria essa necessidade tendo em vista o número de ruas com péssima trafegabilidade. A gestão destaca a diminuição de acidentes, mas se não houvessem tantos buracos e falta de pavimentação, muitas dessas tragédias poderiam ser evitadas. A preocupação está sendo maior com as multas e penalidades, do que com a recuperação e o asfaltamento eficaz das ruas, que são de qualidade medíocre. Indagaram também a velocidade de 30km estabelecida em lombadas eletrônicas como limite para os veículos em pistas de rolamento com média bem superior, o que irá dificultar ao invés de agilizar o trânsito e funcionar como “pegadinha” apenas para multar os condutores. Pediram os dados de diminuição de crimes com o uso das câmeras, chamadas para a Guarda Municipal com o uso especifico desse serviço e alegaram que nem estudo, nem relatório técnico foram repassados ao legislativo. O secretário informou estar dentro do prazo de entrega e que na data da audiência seriam encaminhadas as documentações à casa de leis.

O parlamento não é contra a fiscalização ou o videomonitoramento, mas tem grande preocupação com a questão da arrecadação violenta e a forma que está sendo feito, pois o impacto é na cidade e no bolso dos imperatrizenses, sendo que muitos vivem em pressão econômica permanente, contas, impostos, desemprego e a obsessão da prefeitura se mostra apenas em onerar ainda mais os munícipes. Nos dados apresentados não foi exposto quem está lucrando, quanto está lucrando, qual a produção, quanto está sendo arrecadado e onde serão aplicados esses recursos. Desta forma não foi possível fazerem avaliação nem apreciação dos contratos firmados.

Para eles a apresentação só mostrou quantidades de equipamentos, mas não esclareceu dados financeiros, nem convenceu a maioria dos vereadores do real interesse com a segurança dos condutores nem com a diminuição de acidentes.