Carlos Hermes denuncia a retirada de “CET” para todos os professores da rede municipal‏


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Data: 25/06/2020 | Fonte: Sidney Rodrigues - ASSIMP | Fotografo: Fábio Barbosa

No uso da tribuna na manhã de quarta-feira (24), o vereador Carlos Hermes (PCdoB) denunciou a retirada da gratificação chamada de CET (Condição Especial de Trabalho), que serve como compensação pelas perdas salariais dos professores da rede municipal e de horas excedentes. Informou também que isso já será feito no próximo pagamento.

De acordo com ele, essa é mais uma maldade contra os professores de Imperatriz em plena pandemia e ainda não se efetivou, mas está em andamento. A alegação é que os professores não estão em sala de aula e que esse adicional só é pago para os que estiverem dentro da regra de horas excedentes. Com a remoção da CET, que gira em torno de 70% do salário efetivo, mais 300 reais de hora extra, o vereador chama a atenção para enorme impacto disso na vida de um professor. Informa que o repasse federal para a educação é verba certa e não existe justificativa para essa diminuição, pois a pandemia é uma situação excepcional, e o período que os trabalhadores mais estão precisando.

“Além de estar usando os precatórios do FUNDEF em interesse próprio e de forma eleitoreira, escolheu a educação e os professores como inimigos. Pratica esse gesto de desumanidade, sendo que a maioria dos governos estão é dando melhores condições para as pessoas sobreviverem durante a pandemia. Dificultar ainda mais a vida desses trabalhadores é um absurdo”, disse.

Hermes informou que seu mandato está à disposição de todos os professores que forem prejudicados com essa atitude e lamenta o posicionamento do ex-presidente do STEEI, que se mostra complacente, indo contra o interesse dos educadores. “Disse que é assim mesmo, que as horas excedentes são para quem está em sala de aula. No decreto estadual foi estabelecido que contratos, horas excedentes e CETs deveriam ser mantidos, mas o atual gestor prefere tomar essa atitude. Vamos aguardar a efetivação dessa medida para agirmos juridicamente com ações coletivas e mandados de segurança, defendo nossa categoria e sendo contrários a um prefeito que odeia educação, odeia professor e adora maltratar esse segmento”, finalizou.