Secretário de governo do município Marlon Moura confirma que o seu adjunto não mora em Imperatriz‏


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Data: 19/02/2020 | Fonte: Sidney Rodrigues - ASSIMP | Fotografo: Fábio Barbosa

Atendendo a convocação feita pela mesa diretora da Câmara Municipal de Imperatriz na manhã desta quarta (19), o secretário de governo e assuntos estratégicos da prefeitura, Marlon Moura compareceu à casa de leis e subiu à Tribuna Freitas Filho, conforme requerimento aprovado em 11 de fevereiro de 2020 para prestar esclarecimentos acerca da nomeação do seu adjunto, Sr. Janelson Mouchereck Soares do Nascimento que também é profissional do direito.

O secretário disse que o dever dele como quem ocupa cargo público é dar explicações e estar sempre pronto a prestar esclarecimentos para a população. Foi questionado pelo vereador Ditola (Patriota), autor da convocação, que perguntou sobre a nomeação do seu adjunto, o advogado Janelson, se o mesmo mora em Imperatriz, se o conhece, o que ele faz na prefeitura para ter um salário de subsecretário e se Marlon sabe que as contas pessoais do prefeito, estão sendo defendidas no TCE (Tribunal de Contas do Estado) pelo escritório do causídico na capital.

Marlon citou o artigo 14 da lei orgânica do município e explicou que mesmo que ele não tivesse comparecido, não se configuraria mais em crime de responsabilidade. Respondeu que conhece o sr. Janelson, que é seu adjunto, servidor da prefeitura, e que apesar de morar em São Luís, presta serviços para o município e semanalmente está em Imperatriz. Afirmou que quem faz serviços de tribunais não tem como estar em gabinete e na capital, e que o adjunto não é fantasma. Que a prefeitura possui escritório institucional em Brasília desde 2013 e que a cidade precisa ter representantes nas duas capitais (federal e estadual).

O presidente da Câmara perguntou novamente se o subsecretário mora em São Luís, o que foi confirmado por Marlon Moura. José Carlos disse ser uma irresponsabilidade sem tamanho, pois não existe isso de passar uma semana em São Luís e vir um dia para Imperatriz. “Adjunto é próximo, não em outra cidade, à distância. Deve existir um cargo especifico para isso. Não tem justificativa, é crime”, e dispensou o secretário.

Parte dos vereadores da base de apoio ao executivo tentaram estender a sessão para que o secretário continuasse com suas explicações, mas o objetivo principal dos questionamentos já havia sido alcançando. A mesa diretora que coordena os trabalhos encerrou a audiência e informou que as devidas providencias serão tomadas.

Os casos de “fantasmas” principalmente na secretaria de governo têm sido constantemente encontrados, e ao final da audiência, Carlos Hermes (PCdoB) pediu que a mesa diretora formalize denúncia contra o adjunto da referida secretaria, pois o secretário foi até a Tribuna, assumiu o crime diante do parlamento, admitiu conhecer a pessoa, que não mora nem reside em Imperatriz, vem uma vez por semana à cidade e não dá expediente. Citou também o caso de uma servidora que faleceu, continua recebendo e tinha relação de parentesco e proximidade também com o secretário Marlon.